Pouco açúcar, nenhuma caloria, baixo teor de gordura, sem aditivos químicos. Essas são as principais características de quem quer uma alimentação balanceada, livre de ingredientes que prejudiquem a saúde. O quê está em alta no Brasil, é a comercialização de produtos orgânicos, pois são alimentos cultivados sem o uso de adubos geneticamente modificados, hormônios ou agrotóxicos.
O país
está se tornando um dos maiores criadores de orgânicos, cresce cerca de 30% ao
ano, segundo uma pesquisa do Instituto Biodinâmico (IBC). Cerca de 75% da produção nacional de
orgânicos é exportada, principalmente para a Europa, Estados Unidos e Japão. A
soja, o café e o açúcar lideram esse ranking.
Benefícios
Além
do benefício à saúde, os produtos ajudam a natureza, pois as técnicas de
cultivo são destinadas a incentivar a conservação do solo e da água e também de
reduzir a poluição.
Em
pesquisa recente realizada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), a
química e pesquisadora, Sônia Stertz, foi a campo e colheu nas plantações
próximas a Curitiba, alimentos que foram direto para o laboratório. Agrião,
alface, batata, couve-flor, espinafre, tomate-cereja, tomate-salada, morango,
pepino e cenoura passaram pelos testes. A conclusão foi simples: os alimentos
orgânicos apresentam maior concentração de nutrientes, quando comparados aos
convencionais, como fibra alimentar, proteína, açúcares e também alguns minerais
como ferro, potássio e selênio.
A
busca por informações confiáveis nesses casos também é fundamental para que o
consumidor tenha a certeza de estar levando para casa um produto livre de
qualquer aditivo. Andréia Sighetto, comerciante do Mercado Municipal de
Curitiba há cinco anos, afirma que as pessoas podem comprar sem medo. “Todos os
produtos que chegam até nós, precisam de testes em laboratórios, e de um
certificado para comprovarem a sua qualidade” diz.
Qualidade com baixo custo
Os
alimentos naturais não diferem tanto em questão de preço, como acreditam muitas
pessoas. “Alimentos orgânicos geralmente custam de 10 a 40% a mais do que os
similares produzidos convencionalmente. Eles são mais caros porque são
produzidos em menor escala e os custos de produção também são elevados. Mas não
chega a ser um preço absurdo”, afirma a bióloga Renata Scremin.
Liege Scremin
Cultivo de orgânicos em pequenos espaços:
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