Um grupo de estudantes na Suíça fez um desafio a um grupo de idosos. Eles receberam a proposta de complementar sua rotina de exercícios semanais com dança. Durante seis meses, os idosos teriam que dançar somente ao som de um piano e anotar quais as melhoras na rotina. No final da experiência, os estudantes perceberam que o número de quedas e acidentes diários caiu pela metade. Isso porque a música firma o passo, melhora o balanço e a movimentação do corpo.
Praticar a dança funciona como uma fisioterapia, é o que afirma a fisioterapeuta, Denise Raquel de Oliveira Neves. Para ela, a atividade mantém o equilíbrio e exercita os músculos. “Quando dançamos, exercitamos toda a parte de quadril e pernas. E nessas regiões temos o envolvimento de toda a musculatura responsável pelo equilíbrio e fortalecimento no andar e na articulação dos membros”.
A melhora nos movimentos foi exata. “O médico que me
acompanhou disse que se o tratamento fosse feito certinho diminuiriam as dores
e meu andar ficaria firme. Quando fechei oito meses de tratamento meu médico disse
que eu não precisava mais fazer sempre como eu estava fazendo, poderia ser
feito duas vezes por mês, o que eu não podia era abandonar e deixar de fazer os
exercícios”, afirma João.
Muitos idosos que passam por cirurgias acabam por usar
bengala e encaram esse objeto como um acompanhante. A fisioterapeuta inicia um
tratamento com sessões no consultório e quando o paciente apresenta melhoras,
ela muda a rotina dos aparelhos para a música. “Os tratamentos começam nos
consultórios, ao constatar que o paciente teve um avanço no tratamento,
encaminho para as aulas de “fisio” dentro de piscinas e no fim do tratamento
indico um exercício para que eles façam em casa. Quando
necessário indico também aulas de dança até porque se torna um tratamento
continuo”.
A dança na terceira e considerada melhor idade, acaba se
tornando uma terapia não só para o corpo, mas também para a mente e ao coração
deixando bem longe muitos vilões que rodeiam a todos.
Além de fazer bem ao corpo, a música acalma os ânimos, o
estado emocional e ainda auxilia na perda da timidez. O psicólogo Allan
Manciolla de Camargo observa os fatores destas causas. “Veja que ao dançar é
precisa se envolver com o par, ouvir bem a melodia e letra da canção, prestar
atenção nos movimentos e assim se desenvolve o diálogo. Quando alguém participa
de um grupo de dança, precisa se comunicar, aceitar o que é dito e também é
preciso falar. A satisfação que se tem ao analisar o resultado e o alcance do
objeto é o principal objetivo. Compensa todas as dificuldades”.
Amaní Cruz
http://www.youtube.com/watch?v=R-J1FXg-awA
Pina Baush foi uma das mais festejadas dançarina e coreógrafas do século XX. Wim Wender, grande diretor de cinema fez o filme "Pina" para homenagear a amiga e dama da dança, que viveu nos palcos por mais de 50 anos.
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