Há 10 anos a Urbanização em Curitiba S/A (Urbs) e a prefeitura municipal vêem implantando, em algumas linhas de transporte coletivo, os microônibus para diminuir os gastos no transporte coletivo.
Na capital já foram colocados em circulação 78 veículos , com dois padrões, um que tem a capacidade para 55 passageiros e outro para 40.
Os motoristas dessas linhas exercem duas funções, a de conduzir o veículo e a de receber e dar o troco aos passageiros. Com treinamento específico e um adicional de salário, a atuação dos motoristas sem cobrador é prevista no acordo coletivo da categoria.
Dona Maria de Lourdes, aposentada, de 65 anos, é passageira da linha Tingui e prefere os microônibus. “Os degraus são menores e é mais confortável para nós, idosos”, relata a aposentada.
Para o motorista da linha há três meses, João de Souza, 33 anos, diz, no entanto, que teme a violência. “Nunca fui assaltado mas tenho muito medo, pois geralmente acabo ficando sozinho no ônibus e sendo assim mais fácil de ser roubado”, desabafa.
A assessora de Imprensa da Urbs, Duca Batista, comenta que “a segurança é uma questão pública, que afeta a sociedade como um todo, nos mais diferentes setores”. E cpmpleta: “quanto maior o uso do cartão, menores são os valores circulando no sistema, assim respectivamente a diminuição dos assaltos a ônibus”.
Fernando Mendonça, passageiro da linha Solar, conta sua preferência. “São transportes menores e de fácil acesso para todas as pessoas, sem contar a segurança a todos os passageiros”. O objetivo dos microônibus é garantir a oferta em períodos de menor demanda e a economia para as empresas no combustível, pois são transportes pequenos. Assim evita-se que ônibus comuns circulem pela cidade vazios.
Marieli Castioni
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